Conciliação no centro da Gestão Financeira.

Conciliação no centro da Gestão Financeira.
Caros leitores, Venho trazer hoje uma ferramenta de controle e segurança para apuração de seus resultados financeiros: a conciliação de caixas e bancos. O termo conciliação, em Finanças, consiste em deixar os lançamentos de entrada e saída de recursos do seu software de controle iguais com o extrato do banco ou dinheiro físico que se encontra nos caixas de uma empresa, para que o saldo final do dia esteja igual. Partindo dessa lógica, o valor inicial do dia seguinte estará igual ao valor do final do dia anterior e assim sucessivamente. Saliento, porém, que a conciliação pode ser vista além de seus saldos. Tanto para bancos como para caixa, a conciliação classificada corretamente e os lançamentos de débito ou crédito através de um plano de contas (alguns softwares chamam de naturezas da operação, grupo de despesas ou tipo entrada) asseguram que cada operação está sendo realizada, pois a conciliação trata-se do processo final do fluxo que deve ser seguido. Um exemplo é a compra de mercadoria (a qual deve ser atrelada a um pedido de compra realizado dentro do sistema pelo setor responsável), onde após o recebimento da mercadoria é dada entrada da nota fiscal, vinculando-a ao pedido realizado. A nota e o boleto são conferidos pelo financeiro conforme entrada no sistema, o boleto após o seu pagamento deve ser baixado no sistema e a conciliação no fim do dia é feita garantindo que todo o processo foi seguido corretamente. Ora, se não temos o lançamento no sistema para baixar após o pagamento realizado, a entrada da nota não foi realizada. Se o boleto chegou ou foi realizado uma transferência como forma de adiantamento, faremos o lançamento e quando a nota chegar podemos vincular a nota ao pagamento já realizado. Ao encerrar o mês com o saldo final de contas e caixas corretos, as classificações realizadas corretamente e uma auditoria de qualidade realizada sobre esses lançamentos, podemos gerar indicadores financeiros com segurança, pois sabemos que dentro daquele mês todo fluxo gerado de entradas e saídas estarão controladas e refletindo a realidade da empresa. Peço atenção para a apuração da DRE (Demonstrativo de Resultado do Exercício), que é elaborada através do regime de competência, supondo que o fluxo operacional está sendo seguido e que as notas e despesas não estão sendo lançadas apenas no dia do pagamento ela poderá ser apurada corretamente, caso contrário, ela não refletirá a realidade. Como por exemplo: o INSS do funcionário de competência janeiro, é realizado o pagamento apenas 20/02. Nesta data a DRE já teria sido apurada, se sua entrada for realizada apenas na data de pagamento. Sendo assim a DRE não estará retratando a realidade da operação. Deixo aqui com vocês uma ótima ferramenta para iniciar seus controles e garantir a movimentação financeira da empresa com segurança.
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