10 perguntas para avaliar se o RH da sua empresa é um RH de negócios

10 perguntas para avaliar se o RH da sua empresa é um RH de negócios
O RH de negócios está centrado em compreender a essência da empresa e os rumos do negócio para traduzi-los em ações direcionadas às pessoas que impulsionem os resultados das demais áreas da empresa. O RH que só atende demandas de contratação e treinamento dá lugar ao RH que caminha lado a lado com a estratégia do negócio e que se posiciona frente às estratégias de pessoas. “Segundo relatório The Age of Customer Empowerment, da IBM, metade dos consumidores B2C deixa de comprar após passar por uma má experiência de atendimento. Para 73%, valorizar o seu tempo é a coisa mais importante que uma marca pode fazer por elas.” Se você leu esse trecho da reportagem da Revista Época Negócios de setembro de 2019 e teve dúvidas se realmente vamos falar de Gestão de Pessoas, provavelmente, você precisa de uma consultoria em RH. Para entendermos melhor que características permeiam o RH de negócios, convido você a analisar algumas informações do último resultado da pesquisa GPTW 2019 que elencou as 150 melhores empresas para se trabalhar no Brasil. No topo da lista, encontramos empresas como Caterpillar, Tokio Marine, Mars, Magazine Luiza, Dell Technologies entre outras que investem no combate à discriminação e na promoção da diversidade. Além disso, concedem 6 meses de licença maternidade o que proporciona a seus colaboradores maior qualidade de vida. Em média, 46% dos funcionários decidem permanecer nas melhores empresas pelas oportunidades de crescimento e 22% pela qualidade de vida proporcionada. Muitos podem olhar para os dados acima e lerem “custos e despesas”, mas 10% foi o crescimento médio do faturamento das empresas premiadas em 2018 no GPTW, frente a 1,1% de crescimento do PIB brasileiro no mesmo ano. Ou seja, o RH deve ser capaz de unir as necessidades dos colaboradores aos resultados do negócio e criar uma relação ganha-ganha. Comprovadamente, um RH que age estrategicamente gera resultados! Mas será que o seu RH está alinhado ao perfil desse RH de negócios? Para trazer essa clareza à sua empresa, convido você a responder e refletir nas 10 perguntas a seguir:
  1. Seu RH sabe qual o percentual do custo com folha de pagamentos em relação ao faturamento da sua empresa? Consegue ajudar os líderes a dimensionar o quadro de pessoal necessário?
  2. O RH consegue sentar na mesa da diretoria e ajudar a tomar decisões sobre pessoas, faz análises preditivas sobre o negócio? Trabalhar mais por projetos ou processos?
  3. O seu RH conhece os perfis de clientes do seu negócio?
  4. O RH sabe com precisão quem são os talentos da sua empresa?
Se até aqui algumas dessas perguntas causaram desconforto ou simplesmente foram respondidas com um “não”, existe uma boa chance do RH da sua empresa não estar alinhado à linguagem do seu negócio. Vamos adiante! 46% dos funcionários permanecem nas melhores empresas por perceberem oportunidade de crescimento e reconhecimento.
  1. Que perspectivas de carreira e reconhecimento sua empresa oferece aos funcionários? Há clareza dos critérios de promoção?
  2. Existe avaliação de desempenho? Ela realmente mensura e avalia resultados relacionados ao crescimento do negócio ou apenas competências comportamentais e/ou técnicas da função?
  3. O seu RH identifica oportunidades de melhora na produtividade das pessoas e ajuda as áreas a bater metas?
  4. O modelo de ensino e capacitação segue o modelo tradicional de sala de aula e slides? A justificativa é a falta de verba para ações mais elaboradas?
Desenvolver pessoas para gerar resultados, esse deve ser um dos principais focos do RH. Desde 2018, a Caixa Econômica Federal investe no desenvolvimento da sua equipe de Arquitetos e Engenheiros baseado em jogos de realidade virtual. Nele, é simulada a inspeção de edifícios. Eles devem identificar avarias e danos que possam invalidar o financiamento. Um relatório ao final mostra o que o gamer observou ou deixou de observar. O valor por participante custa R$ 120,00, antes desse investimento a empresa chegava a gastar, para uma turma de 20 alunos, cerca de R$ 50.400,00. Outro aspecto evidenciado pelo GPTW 2018 é que as melhores empresas para se trabalhar no Brasil investem em ações de promoção à diversidade e inclusão:
  1. O seu RH conhece e trata com ações direcionadas as diferentes gerações de pessoas na empresa?
Segundo uma pesquisa do site empregos Catho, a geração Z está em baixa com os recrutadores. O levantamento, que ouviu cerca de 500 headhunters, apontou que 74% deles consideram que os nascidos no período de meados dos anos 90 a 2010 se frustram e se desmotivam facilmente no trabalho. O estudo destaca o senso de urgência e altas expectativas dos jovens como desafios para as empresas. O RH precisa ter clareza do “jeito de ser” da empresa e torná-lo claro para seus colaboradores e principalmente para candidatos às vagas, pois é crucial selecionar pessoas alinhadas ao negócio para reduzir custos com turnorver e gerar engajamento. Uma pesquisa da PwC revela que contratar talentos está mais difícil para 52% dos CEOs brasileiros e 62% dos líderes empresariais globais. Cabe ao RH proporcionar aos donos do negócio a mesma precisão que eles têm dos números só que das pessoas. Falando em seleção:
  1. Existem modelos de seleção específicos por cargo/área do negócio? Utilizam-se ferramentas que fogem das convencionais? (provas técnicas e avaliações psicológicas)
Por fim, com esse último questionamento, voltamos ao início desse artigo, onde abordamos um trecho da Revista Época Negócios de setembro de 2019 que fala sobre a experiência que o consumidor contemporâneo deseja ter. Falar da experiência do cliente não é assunto apenas para o marketing ou comercial, é também assunto para o RH de negócios. No livro Employee Expirience Advantage o autor Jacob Morgan aborda a Experiência do Colaborador, em linhas gerais, Morgan comprova que quanto maior a experiência do funcionário, maior será a experiência do cliente. Essa experiência, do funcionário tem início antes mesmo dele ser um membro da empresa, começa quando ainda é um candidato à vaga, passa pela seleção, integração, desenvolvimento, feedbacks e encerra em seu desligamento. Em suas pesquisas, o autor comprovou que uma experiência positiva para o funcionário reduz 40% o turnorver e gera 3 vezes mais receita por colaborador. É premissa que o seu RH entenda de pessoas, mas é vital que ele fale de pessoas dentro da linguagem de negócios, para isso precisa conectar a estratégia da empresa às ações de RH. No mundo 4.0, o RH precisa ser 5.0! Hilnandes Júnior – Consultor Associado Gomes de Matos Consultores Associados
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