07 dicas para proteger o seu Fluxo de Caixa em períodos de crise

07 dicas para proteger o seu Fluxo de Caixa em períodos de crise

Os efeitos da crise provocada pelo coronavírus (COVID-19) deixaram os rumos da economia global incertos. Antes da pandemia, a expectativa do governo federal era de 2% de crescimento do PIB, e os gestores faziam planejamentos para um cenário de leve otimismo. Porém, o improvável aconteceu e o mercado precisou se adaptar, os investimentos foram para a gaveta e o foco agora está nos planos de contingência que redirecionam os rumos das empresas.

Nesse cenário de paralização da atividade operacional pelos Estados, não se pode contar com a plena força de trabalho dos colaboradores. E além disso, ocorre a redução do consumo das famílias. Assim, o objetivo estratégico não é mais crescer, mas sobreviver diante de dificuldades as quais não se sabe quanto tempo irão durar. Nesse sentido, a gestão do caixa ganha importância como uma atividade chave para superar esse desafio.

            Em momentos de baixa atividade econômica, a capacidade de sobrevivência do negócio está na disponibilidade de capital que possui agora, ou seja, na preservação e geração de caixa. É necessário contar com a expertise do gestor financeiro para tomar decisões de captação de recursos, aplicá-los de forma sensata e buscar o equilíbrio financeiro necessário para manter a empresa viva.

Projeção de Fluxo de Caixa sem ações de contingência

Sem um volume de vendas que permita o pagamento dos compromissos, o gestor financeiro precisa compensar essa limitação cortando investimentos e reestruturando custos e despesas para que o negócio funcione de forma mais enxuta, somente com o mínimo para sobreviver. Nesse sentido, destaco sete alternativas indicadas em tempos de crises:

01. Antecipação de contas a receber

Oferecer descontos para pagamentos antecipados, descontando duplicatas e/ou antecipando recebimentos de cartões de crédito.

02. Prorrogação dos prazos com credores

Antecipar contas a receber pode não ser o suficiente. Negociar prazos maiores (pulmão) com fornecedores e bancos é uma saída.

03. Suporte financeiro

Buscar linhas de crédito para capital de giro é uma boa opção para alimentar o caixa. No entanto, é importante ter cuidado com o crédito rotativo, pois, se não for bem utilizado, poderá agravar ainda mais a liquidez do negócio.

04. Redução de estoques

Manter estoques altos na ausência de demanda não é vantajoso. Estoque é dinheiro parado que poderia ser alocado de forma mais eficiente.

05. Venda de ativos

Levantar todos os ativos que possam ser vendidos sem que haja interferência na operação.

06. Interrupção ou redução dos gastos planejados

Mapear e ordenar por importância os gastos.É preciso ter muita prudência ao fazer isso, pois deve-se priorizar o pagamento dos gastos que têm maior risco de interromper a operação.

07. Atualização do Fluxo de Caixa Projetado

Manter o Fluxo de Caixa Projetado atualizado diariamente auxilia o gestor na identificação prévia de quando os gastos estão acima do esperado e, assim, ele poderá decidir com antecedência quando e quanto precisa ser cortado.

Projeção de Fluxo de Caixa com ações de contingência

É importante ter em mente que o Fluxo de Caixa ajuda a trazer clareza para a situação, pois este mostra o quanto a empresa tem a pagar e a receber no horizonte de curto prazo. Dessa forma, o gestor poderá se organizar para uma melhor tomada de decisão a fim de buscar a preservação do caixa nesse período e de garantir o fôlego até a retomada das atividades no futuro.

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Gildárley Sena

Consultor Associado

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