03 tendências de e-commerce que irão impactar seu negócio

03 tendências de e-commerce que irão impactar seu negócio

E-commerce. Se essa palavra poderia ser desconhecida para uma grande parte das pessoas que não vendem pela internet até o início de 2020, 8 meses depois ela com certeza já não é mais. Fomos obrigados a seguir um único caminho possível para vender produtos e prestar serviços em meio a uma pandemia, o meio digital. Não é à toa que, com a divulgação de resultados dos 2° Trimestre de 2020 por diversas empresas do varejo, pôde-se ver os números desse impacto. As gigantes Via Varejo, dona da Casas Bahia e Ponto Frio, e Magazine Luiza registraram crescimento de quase 200% nas suas vendas online e com isso conseguiram reduzir drasticamente os prejuízos já esperados com os fechamentos das suas lojas físicas.

No entanto, esse artigo não é para apresentar o e-commerce, pelo menos não o e-commerce que conhecemos, esse que cresceu exponencialmente com a pandemia do novo coronavírus e se tornou obrigatório para a sobrevivência de todas as empresas. Irei apresentar aqui 3 novos modelos de e-commerce que ainda são tendências para a grande maioria das empresas, mas que logo irão virar realidade, como o e-commerce tradicional virou. E não se engane, eles já estão por aqui e sua empresa precisa conhecer, aprender e se adaptar a eles.

T- Commerce:

Lembra de alguma vez que você estava assistindo a um programa na sua TV, alguma novela, série… E ficou com muita vontade de ter aquele móvel na sua casa, ou saber onde comprar aquela roupa ou acessório que um personagem usava? Pois bem, essa é a proposta do T-Commerce. Um novo meio para as empresas venderem os produtos apresentados, direta ou indiretamente, nos programas, no exato momento em os clientes querem saber mais sobre aquele produto e estão totalmente dispostos a comprar, e tudo isso realizado diretamente pela TV com alguns simples cliques nos controles.

Sob essa perspectiva fica fácil visualizar o potencial de geração de vendas que esse canal tem para as lojas: o cliente pode comprar o que ele viu, na hora que ele viu ou salvar para comprar depois e ainda diretamente na TV de forma fácil e rápida. Obviamente que essa tecnologia ainda tem muito a evoluir. Essa interatividade vem sendo constantemente testada nos aparelhos pelas fabricantes LG e Sony, por exemplo; há também as adaptações que as produtoras de conteúdos devem fazer para que os produtos vistos sejam corretamente relacionados aos anúncios; há ainda a questão da segurança dos dados, uma vez que os aparelhos de TV terão acesso a formas de pagamentos.

Mas se essas ressalvas fizeram essa tendência lhe parecer distante, devo informar que já há um exemplo de T-Commerce funcionando e ao nosso alcance. No início do mês de agosto desse ano, a Casas Bahia firmou um acordo com a TV Globo para operar vendas dos produtos apresentados nos programas da emissora. O programa semanal “É de Casa” da TV Globo já disponibiliza o T-Commerce para consumidores cujos aparelhos permitem essa interação. Será que ainda é uma tendência ou já uma realidade?

Projeto de T-commerce da Globo e das Casas Bahia teve estreia no programa “É de Casa”
Imagem: Divulgação/Globo

Live Commerce:

Pelo nome já podemos deduzir do que se trata, uma vez que temos diariamente um cardápio de lives para escolher e nelas inúmeras propagandas com vários qr codes para acessar e fazer compras. Se o objetivo das lives dos cantores é trazer a experiência de um show, a do Live Commerce é de proporcionar a experiência de ter o produto, sentir o produto, mesmo que não presencialmente. A gigante chinesa Alibaba é um case de sucesso nesse modelo de vendas. O Taobao, seu aplicativo de Live Commerce, movimentou em 2018, 15,1 bilhões de dólares em receita bruta de vendas.

O modelo funciona parecido com o das lives diárias. Algum influenciador digital entra ao vivo no aplicativo de compra da empresa e apresenta os produtos, a apresentação funciona como os reviews de produtos que existem no YouTube, no qual os produtos são provados, testados e colocados em diversas situações para demonstrar sua qualidade. O diferencial? Interação online com quem está apresentando! As dúvidas que podemos ter sobre o produto, são tiradas na hora; os testes que queremos fazer com aquele produto, são feitos na hora; ou seja, tudo aquilo que poderia segurar a vontade do seu cliente de comprar o produto, é rapidamente eliminado; e com apenas alguns cliques na tela, sem parar de ver a live, é possível realizar a compra.

Essa é a perfeita união entre alguém de confiança (influencer) ofertando o produto, experiência com o  produto (alguém de confiança testando o produto para o consumidor) e a compra sem nenhuma dificuldade (no aplicativo da live é finalizada a compra e o consumidor não deixa de ver a live em nenhum momento, ou seja, há estímulo de compra antes, durante e depois). Aqui também vale a ressalva se você acha que essa tendência de e-commerce vai demorar, só porque case de sucesso é do outro lado do planeta. A brasileira Americanas.com lançou em junho desse ano seu Live Commerce no seu aplicativo com a influencer Camila Coutinho, que convidou os seus mais de 2,5 milhões de seguidores para tirar dúvidas sobre os produtos diretamente com ela no aplicativo de compras de empresa. E então, tendência ou realidade?

V-Commerce:

Também conhecido como Voice Commerce, é, de uma forma clara e intuitiva, a compra realizada por meio de comando de voz. Essa tecnologia de reconhecimento de voz já é bem conhecida dados os assistentes virtuais dos smartphones como a Siri da Apple ou o Google Assistant. A evolução aqui é a ligação desse reconhecimento de voz com a demanda de compras. Um exemplo prático: imagine você dirigindo voltando do trabalho e lembra de algo que você deveria ter comprado, mas esqueceu; ao invés de procurar um local de venda mais próximo você pode, sem tocar no celular, falar com o assistente virtual que fará a compra com e por você. Essa tecnologia é vista também como a evolução dos chatbots que existem hoje nos sites e redes sociais onde todo o roteiro é feito conforme o cliente vai digitando as opções, será feito pelo reconhecimento da demanda narrada.

É provável que essa seja uma das tendências de e-commerce que esteja mais distante da nossa realidade. O entendimento da linguagem de compra dos clientes pelos assistentes virtuais, bem como a transferência dessa demanda para as lojas, é algo que ainda tem um bom caminho de adaptação. Mas, mais uma vez, não imagine um tempo muito longo para isso. De acordo com um pesquisa da agência americana Delineate esse canal de venda já é bem forte nos Estados Unidos e Reino Unido onde os consumidores gastam em média aproximadamente 2 milhões de dólares por ano em compras feitas via comando de voz.  Há uma estimativa que esse número chegue a 40 milhões de dólares no ano de 2022. Será que até o fim do ano teremos um exemplo desse canal aqui no Brasil?

Essas são 3 tendências de evolução para o e-commerce, um canal de vendas que até o início do ano ainda era tratado como uma tendência e agora já se apresentam as evoluções desse modelo. Talvez essas tendências possam parecer distantes da realidade da sua empresa, uma vez que os exemplos apresentados são de empresas gigantes, mas alguns aprendizados podem e devem ser tirados:

  •  Quanto tempo demorará para que a tecnologia do T-Commerce seja aperfeiçoada e as emissoras regionais também a possuam? Quais produtos da sua empresa você anunciaria? Você está pronto para atender a demanda que viria desse novo canal de vendas? Seus canais de vendas atuais já estão consolidados para que você abra um novo?
  • Será que sua empresa precisa de toda a estrutura de um Live Commerce para promover lives de exposição dos produtos e deixar esse canal de vendas aberto? Será que seu produto é desejado a ponto de o cliente comprar exatamente no momento em que ele está vendo alguém usando?
  • E o voice commerce, será que sua empresa já está preparada virtualmente para que os assistentes virtuais encontrem sua loja e seus produtos? Você sabe quais palavras chaves o Google utiliza hoje para encontrar seu produto? Você sabe o que o cliente pesquisa quando tem uma dor que o seu produto pode sanar?

As empresas que sobreviveram à pandemia do novo corona vírus foram aquelas que conseguiram se adaptar ao cenário atual, mas aquelas que viveram e até cresceram na pandemia foram aquelas que se adaptaram às tendências.

Quer estar preparado para fazer as tendências virarem realidade de sucesso para sua empresa?

Entre em contato com a gente, nós te ajudamos.

Ficou com alguma dúvida? Deixe nos comentários que responderei.

Dimas Furtado
Consultor Associado

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